Raylander Mártis

O Instituto Tomie Ohtake e o Instituto EDP, desde 2009, promovem o Prêmio EDP nas Artes, contribuindo para o mapeamento, reconhecimento e formação da atual produção artística no Brasil. Nesta última edição, a novidade foi o lançamento do Programa Residência Artística, dando continuidade a série de iniciativas que o Prêmio propõe. O Programa concede a jovens artistas de 18 a 27 anos duas bolsas nos cursos, grupos de estudos e acompanhamento artístico na Escola Entrópica do Instituto Tomie Ohtake, além da oportunidade de residir durante quatro meses em uma residência artística, na cidade de São Paulo. Um dos locais O espaço e ateliê Hermes Artes Visuais recebe o jovem artista Raylander Mártis, um dos selecionados nesse novo programa.

Raylander Mártis,

João Monlevade, 1995

Em minha pesquisa mantenho interesse pelo sujeito e suas relações de conflito, me interessa também a metodologia empregada na construção de cada projeto, compreendo o conceito de organização como ponto-chave do trabalho. Atualmente pesquiso o choro e o grotesco por meio da performance e palhaçaria clássica; escrevo o meu trabalho de conclusão de curso em Artes Visuais, pela UFMG. Este trabalho parte da sentença ‘Pagar as próprias contas’ e pretende pensar sobre o jovem artista que mantém, em paralelo, outra profissão para pagar as contas e autofinanciar a sua pesquisa artística. Desenvolvi a pesquisa O COLETOR Brasil/Portugal na Escola Superior Gallaecia (Portugal) entre 2016 e 2017; participei de exposições coletivas na Fundação Bienal de Cerveira (Portugal, 2016) e das edições do Novas Poéticas (Brasil, 2015 e 2016). Desenvolvi projetos individuais no Brasil e Espanha, dentre eles: Duas toalhas de banho (Área Panorâmica de Tui – Espanha, 2017) e Diagrama do erro: a condição de uma planície instável (Centro Cultural Salgado Filho – Belo Horizonte, 2016). Recentemente participei da XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira, (Portugal, 2017). Mas o mais importante, o mais importante mesmo, é que eu escrevi essa mini-bio na primeira pessoa e ‘não preciso provar nada para ninguém’.