CONTRAPROVA VOL.01

O Paço das Artes recebe os artistas visuais do grupo de acompanhamento do Hermes Artes Visuais na mostra “Contraprova”. O projeto se divide em duas exposições: a primeira com abertura no dia 29 de julho e a segunda no dia 13 de agosto de 2015, às 19h. A organização é de Carla Chaim, Marcelo Amorim e Nino Cais.

CONTRAPROVA   VOL.01

ARTISTAS PARTICIPANTES

Adriano Alarcon, Carlos Medina, Cecilia Walton, Cida Junqueira, Cristiane Mohallem, Deolinda Aguiar, Esther Casanova, Fernanda Pessoa, Fernanda Preto, Mano Penalva, Natalie Laufer, Pedro Gallego, Sergio Pinzón, Susy Miranda Aziz, Thais Guglielme, Thiago Toes, Victor Leguy, Wagner Pinto

Contraprova é uma exposição que nasce do diálogo e da manifestação individual diante do coletivo. Um relato da necessidade do encontro, da conversa e da comunicação. Contraprova é também a evidência da realidade da troca. Em uma das salas do Hermes Artes Visuais, 36 artistas divididos em dois grupos e em diferentes pontos de suas trajetórias se reúnem semanalmente e, aqui no Paço das Artes, mostram suas produções recentes.

A exposição não foi criada ao redor de um tema. Se por um lado não houve uma curadoria, procurou-se ao mesmo tempo reunir trabalhos que criassem um diálogo comum em seus dois volumes distintos, com trabalhos que apontem para uma crítica do nosso mundo.

A exposição Contraprova – Vol. 01 enxerga o presente e o futuro por meio de um jeito peculiar de produção das obras, feitas com materiais que são da realidade que nos circunda. Essas obras anunciam questões urgentes e incontornáveis, colocando em pauta nossos incômodos e a vontade de não nos conformarmos diante do estabelecido. No Vol. 02, os olhares se dirigem ao passado, numa tentativa de deglutir o ocorrido e entender o presente, evocando uma memória comum a todos, ainda sob a tentativa de recuperar histórias.

Percebemos, no entanto, que o nome da empreitada não residia nessas seleções, mas na origem desta reunião de artistas. A exposição é decorrência da interlocução que acontece há tempos no Hermes e este é o ponto principal. Mas é quase impossível demonstrar algo tão intangível como pode ser um encontro entre pessoas. Ali se dá um processo que é contínuo, mas não é público e acontece muito mais no plano das ideias do que no mundo material. As obras surgem ali como índices desse diálogo que ocorreu, foi intenso e provocou mudanças. As obras são como provas. Ao passo que dão testemunhos de uma verdade, não esclarecem a narrativa inteira, apenas nos fazem inferir sobre o que terá acontecido enquanto se formalizam em nossa frente, buscando um lugar no mundo. Provas são indícios, mas são também experiências: provar para reconhecer, analisar ou investigar. Provar sabores, investigar fenômenos.

Se nesta exposição as obras são contraprovas é porque antes de se estabelecerem como verdades, elas se querem como resultado do diálogo. Dão a entender que são respostas a questões, que o processo iniciou-se anteriormente e, mais importante, não se encerra aqui.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

w

Connecting to %s